quinta-feira, 30 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009


Nasceu da cor dos teus desejos como uma flor
Onde minhas mãos regam a tua geografia casta
Nasceu sem pedir perdão ao nascimento do dia
Eu enevoei-me na vastidão do horizonte das saudades

Nasceu transformando a paisagem depois da chuva
Nada do que foi deserto ficou nas lembranças
Perdi os caminhos e os livros que nada diriam
Leio nas poças de lagrimas teu olhar de nuvens

Nasceu como o sol nasce da noite exausta
Uma realidade de pão e sombras depois da jornada
As ventanias arrasaram portas e janelas fechadas
Não há tempo de encerros quando tua pele clama

Nasceu sem espera de ti nem de mim do que foi nada
Só soubemos que do desconhecido se fez a chama
E como a Fênix, renascemos na extensão da madrugada
Assim mimetizado e etéreo o nosso atemporal momento.

Flavio Pettinichi
13-04-2009

sábado, 11 de abril de 2009


Há um tempo de calma e aves que esperam
Uma intermitência de cores que chamam
Há um momento se sombras sem mistérios
E uma palavra que se esconde na distância

Há em ti toda ternura esquecida numa barca
Onde as ondas sentem o cheiro da tua alma
Há na esculpida pedra tua etérea forma fêmea
A luz da tarde de um inverno que ao fim chega

Há tanto presente nas águas como flores no jardim
Teu perfume e tua cor invadindo o que há em mim
Há sim o que restou vertiginosamente dentro de ti
Um silêncio que não quer silenciar e quer explodir

Flavio Pettinichi-2009
flores de outono
ensaio com Efeito Photoshop para "Sensualidade clandestina"

sexta-feira, 3 de abril de 2009


Foi-se desvanecendo meu corpo
Como uma chama sem o vento
Sem som minha palavra foi caindo
Como um adeus sem tempo nem beijo

Assim nossas mãos foram se distanciando
Sem a brisa do outono nascente na esquina
Vazia
Assim como um café apressado e frio
Fomos apagando o desejo de semear sonhos

Uma infinita distância tomou conta do caminho
Uma promessa de calma e silêncio foi o pactuado
E nada do que foi um todo brilhou na escuridão da saudade
As pedras acordaram do interminável sono de promessas vãs

Agora , um corpo exausto espera a torrencial agonia das lágrimas

Flavio Pettinichi03 de abril..2009