domingo, 19 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

sensualidade clandestina..flavio Pettinichi- 2009
Da série "Sensualidade Clandestina" cabo Frio 2009- flavio Pettinichi
Cânon power shot 560- modo Manual- iso 80 - obturador 2 ´´

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Série “Todador”-“ Os que se foram, e como fantasmas continuam nas nossas lembranças , num vai-vem como o de uma cadeira de balanço
Lembranças sem cores ou num estrondo psicodélico de de urgências sem sentido...”Foto Digital (editada) – Cânon power shot 560- manual, isso 80-.cabo Frio – RJ – Brasil ano 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

“Crise Suína” Da série “Todador” cânon 650 – digital – isso 80. Edição Corel Photopaint
Série “TODADOR”um conceito de ver a fotografia desde outras lentes.

Tenho postado neste blog algumas fotos que estão dentro de uma obra ampla que denominei TODADOR e gostaria conceitualizar um pouco este trabalho.
O mesmo fala da necessidade de ver a dor como um sentimento amplo, isto quer dizer que possa transcender o seu comum significado, ou seja, o do sofrimento puramente entendido.
Quando falo da dor posso estar pensando num nascimento de uma criança, com todas as conseqüências que isto traz.Dor, pranto, sangue, vida e morte, mas que mãe vai estar pensando nisso no momento sublime do parto? Que pai vai pensar que amanhã terá que alimentar outra boca? quem pensa que esse ser vai estar ao azar de um futuro cada vez mais incerto? , então e ai onde Dor cumpre um papel de esperanças, de luz, de mistério perante o que vira.
Quando falo em toda dor falo nela como uma ferramenta para reflexão. Um momento no qual eu me entrego ao que desconheço como alivio, mas que nem por isso tenho que sofrer.
Uma flor arrancada do jardim pode ser um ato poético e vital de acordo a finalidade do mesmo, mas, eu posso sentir o desgarro da matéria nesse momento, a destruição da vida por mais vegetal que ela seja e a pesar disso não me martirizar por tal sentimento.
O que quero demonstrar com este recurso fotográfico (que poderia ser qualquer outro) que toda dor pode estar escondida em qualquer imagem sem que esta seja chocante ao olho do espectador, uma dor que liberte e que expanda a minha percepção das coisas e dos sentidos.
Uma bota esquecida no meio da rua, uma arvore cortada sem sentido, uma garrafa jogada
no lago, etc podem ter a mesma carga emocional que um morto na favela ou o pranto de uma criança que se perdeu no meio da multidão.Já acostumamos com a dor explicita e de tanta costume nem sentimos quase o seu valor, pois temos como premissa usar a dor pra esconder outra dor, a da negação.Quando vemos uma fotografia no jornal de um traficante morto na favela, por exemplo, o primeiro que experimentamos é a sensação de alivio, do nosso alivio, mas na realidade teríamos que senti TODADOR, pois aceitar a morte de uma maneira violenta em qualquer situação é a negação ABSOLUTA da vida, quando aceitamos isto no fundo aceitamos Nossa Todador.

Bom isto é só pra começar uma analise com respeito a arte conceitual dentro da disciplina fotográfica.Nos próximos post continuarei falando do tema..uma aclaração..não é pra convencer a ninguém ( que estas analises estejam certas)..só servem pra mim ante do que qualquer coisa.Flavio Pettinichi- julho de 2009