domingo, 31 de outubro de 2010




Uma brisa de sonhos invade hoje a paisagem
E o teu sorriso é a razão das cores e os sentidos

Quero a leveza que carregas como flores e espigas
Quero o teu manto dourado de paz cobrindo meu tempo.

Quando as marés escutaram teu canto calaram as espumas.
Quando a distância viu teu ser, renunciou a sua condição e te trouxe até minha geografia
Assim o teu amor é um mar de calmas onde meu navio de desejos puros quer navegar eternamente.

para Cris ,pessoa especial nos meus dias de trancendencia humana!!!!
Flavio Pettinichi- outubro30 de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010


"destino de espuma"
Fotografias , montagem e texto : Flavio Pettinichi-2010

As sombras dissiparam-se sem lamentos
E no sutil jardim da tua alma germinam sementes de luz.

Quando as horas choraram espigas os campos cantaram estrelas em sol...maior
Então não tínhamos palavras escondidas e a vida era uma ciranda de sonhos.

Eu me lembro do teu riso como as gaivotas lembram-se das brisas, poeticamente necessárias.

Dá-me tua mão agora que a noite está desperta, abraça meu alento antes que as estrelas adormeçam, me beija e me leva.

Meu caminho está semeado de marés e
Teu destino é o meu lar de espuma.

Quero toda a tua oceânica ternura
Leva de mim o atlântico sentido de ser
Depois ,tudo será mar,tudo será amar...

Flavio Pettinichi- 24- 10- 04

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


"violino de sonhos" Fotografia e Montagem: FlavioPettinichi -2010 - Modelo:N

Dormi escutando teu som de cordas e mar
E numa partitura de sonhos deixe-me ir
Não acordei essa noite , quis naufragar na tua correnteza
e nunca mais voltar.

Flavio Pettinichi- 22-10-2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010


" série "vestido Branco" Fotomontagem - Flavio Pettinichi- outubro 2010-

Intermináveis portas de um labirinto cego , assim o amor vai surgindo dentre os gritos da floresta dos sentidos do ser.
Quem terá a coragem de limitar a forma dos desejos e a alquimia que transforma o medo?
Porque se descobre a cada instante alguma pergunta pudicamente nua escondida na inocência
Então não vislumbramos cores de uma tela abstrata e toda música escapa espavorida dos sonhos
Diz-me agora, quando foi que esquecemos o jornal numa plataforma sem trens?

Em que momento uma folha seca de outono parou exausta de lutar contra o vento?

Quando foi que a última gota do suor do teu sexo afogou o mistério de Eros?

Sinto que não há horas marcadas por fagulhas de fogo e nem beijos tão eternos que não perdoem o pecado do tempo

Uma luz espera na orfandade da noite
Eu também espero...
Flavio Pettinichi- 18- 10- 10

sexta-feira, 15 de outubro de 2010


"Vestido Branco" Foto digital - Flavio Pettinichi- 2010

O que eu procuro é tão simples que não tem sequer peso ou forma
Algumas sombras coloridas nas tardes de primavera
A cadência da fruta madura escapando por cima do muro
Teu rosto escondido atrás do espelho do antiquário
Uma flor que murchou esperando a memória dos dias de nós.

O que eu procuro não tem nome nem data marcada
Guardar em mim o silêncio das pedras e sua ancestral matéria
A lágrima que não foi chorada e o beija-flor que não nasceu
A palavra ingênua que derrubou Golias quando o mito nascia

O que eu procuro não está nos dicionários nem nas multidões vazias
Eu quero a dor do espinho alimentado do meu sangue na hora de colher a rosa
O grito da culpa na sentencia do inocente sem causas
O brilho da guilhotina antes do espanto
O desalinhado despir do teu vestido branco sem prosa e sem rima
Só isso.
Flavio Pettinichi – 15- 10- 10

quarta-feira, 13 de outubro de 2010


" Erotismo Precoce"
(texto Poético conceitual para a Exposição fotográfica, em andamento, ”Erotismo Precoce”)


A voracidade dos infantes desejos
As sombras companheiras inseparáveis da luz
O pulso latejante que ecoa sem pausa em nós
Assim o erotismo sanguíneo corre em ti como um rio
sedento de vida

Despertarei um dia sem horas nem gritos
Andarei um dia sem caminhos nem atalhos
Meditarei sem deuses ou preces egoístas de mim
Assim o teu erotismo precoce será o instante onde as almas se reconhecem
no silêncio.

Agora quero só este olhar que se perde na geografia do desejo
Agora as minhas mãos só querem o tátil espanto da derme
Agora é teu ofegante poema quem reluz na intensidade da noite
E eu contemplo as tuas cores escondidas na inocência de um brinquedo.

Flavio Pettinichi-13- 10- 10

domingo, 10 de outubro de 2010




cancer de mamas e prevenção- auto exame

fotos da Mostra fotografica de Flavio Pettinichi "se toca cabo Frio" outubro 2010



Cancer de mama e prevenção

Flavio Pettinichi – Artista Plástico
Fotografia Digital Manipulada
Cabo Frio 08 de Outubro de 2010

Se toca no toque
No toque das águas e o clarão da espuma
Se toca no toque
No toque da noite e sua lua desnuda
Se toca no toque
No corpo pulsando e na ferida crua
Se toca no toque
Nas cores do tempo e nas flores colhidas
Se toca no toque
No céu infinito e na infinita ternura
Se toca no toque
Na mulher de nuvens de noite e de dia
Se toca no toque
Na essência fêmea que é a razão de toda vida.

domingo, 3 de outubro de 2010



"Lua da paixão" Foto digital manipulada-

Não te perdoei pelas noites de brisas

Não te perdoei pelas noites de brisas
Nem pelas mãos dadas na hora da chuva
Não te perdoei pelos sorrisos escondidos
Nem pelo teu olhar que guardava estrelas

Não te perdoei pelos sonhos vivenciados
Nem pela sombra do teu corpo no meu
Não perdoei cada suspiro arrancado da noite.
Nem pelas flores que nasceram na madrugada.
Não te perdoei pela poesia que brotou da minha pele
Nem pelas ondas de um mar que em nós desaguava em mil cores
Não te perdoei pelo tempo que não existiu no instante do beijo
Não teu perdoei porque o nosso amor nunca terá sentencias e sim muitas reticências.

Flavio Pettinichi- 02- 10- 10