terça-feira, 27 de março de 2012


fotografia e texto : Flavio Pettinichi 2012
Porque eram teu rios ,minhas lágrimas
e redemoinhos eram teu beijos
na ressurgências dos desejos
Na letargia da erótica derme
como espasmos de asas em voo cego
e galhos quebrados ao som das brisas
sem nada do que foi silêncio no ardor da oração
silenciando pagãos rituais que dormiram em ti
em lancinantes estágios do adeus ardendo
dentro de mim
calando palavras na densidade da noite
como facas de infame sorte querendo o corte
que na afundada matéria dentre as marinas rochas
descompõem-se em vida no liquido espaço
de molusca entranha esvaídas de momentos
outrora leves ,outrora cegos sem destinos férteis
onde as sequidades dos fluxos invadem-se
a si mesmos
regurgitando o espanto de misericordiosos salmos
de almas em lamas infectas de paixão
não havendo puberdade nem perdão
eis que calamos...
herméticos

FlavioPettinichi- 27- 03- 2012

Um comentário:

Anna Amorim disse...

Belo ciclo.

Beijos meus,

Anna Amorim