sexta-feira, 14 de outubro de 2011



Fotografia- Flavio Pettinichi- 2011

Não tenho saudades de ti
Tenho saudades do tempo absorto
Tenho saudades do espaço vazio deixado entre nós
Tenho saudades das magnólias que murcharam
Clandestinas.

Não tenho saudades de ti
Tenho saudades das raivas que não tivemos
Dos beijos escondidos nas sombras do espanto
E do poema que sangrou sozinho numa rua
Estreita.

Porque não te amar foi a inconsistência das horas
A fruta madura que apodrece na margem das cartas
Sem mandar.
Não te amar foi um presente de vasos quebrados
E a incógnita de Perséfone na hora da colheita

Amar nas trevas é um sortilégio de marinas serpentes.

Flavio Pettinichi – 14- 10- 2011

Um comentário:

Sandra Botelho disse...

Mesmo sem postar não resisti em vir te ler.
Magicos são teus escritos.
Bjos achocolatados